Resíduo em café de exportação

05.01.2021 Autor: Carol Mendes Fonte: Dra Paula Santini
É importante se atentar ao Limite Máximo de Resíduo (LMR) permitido nos países compradores de café especial para cada agroquímico

De fato, a produção de café especial a nível de exportação por cafeicultores do Brasil não pode ter resíduos de produtos químicos, uma exigência do mercado internacional. Tivemos relatos de muitos produtores que fizeram cafés fantásticos e que não foram aceitos no momento da entrega devido à questão do resíduo, então fica evidente que, além de se preocupar com a qualidade, trato da lavoura, secagem e beneficiamento, o cafeicultor também deve ter muita atenção e entender que os países que compram e valorizam o café especial muitas vezes possuem regras diferentes das nossas, e são elas que devemos seguir.

Para cada agroquímico registrado existe um LMR – Limite Máximo de Resíduo. No Brasil, o LMR de cada ingrediente ativo é determinado pela ANVISA com base em rigorosos estudos científicos, porém esse valor varia de país para país devido às diferentes condições de produção que requerem diferentes forma de utilização da molécula. Como nosso café é exportado para muitos países é importante estarmos atentos aos limites máximos de resíduos aceitos por cada um deles antes da exportação, às boas práticas agrícolas e ao uso correto dos agroquímicos para que o nosso café não apresente resíduo superior ao LMR permitido nos países compradores. 

Com relação ao glifosato, o produtor que o utiliza precisa estar ciente sobre uma diferença importante em relação ao LMR aceito pela União Européia. Em 2019, a ANVISA finalizou a reavaliação do glifosato, considerando-o seguro para uso no país e mantendo o LMR em café de 1 mg/kg. Além disso, as análises de resíduo para o glifosato também estão mais precisas, identificando valores que antes passavam despercebidos. Desde 2013, o LMR do glifosato para o café na União Europeia é 0,1 mg/kg, enquanto a maioria dos outros países consumidores estabelece LMR de 1 mg/kg. Os Estados Unidos e Japão permitem ambos 1,0 mg/kg. Esse critério para permissão de resíduos tende mudar a cada ano, uma vez que os consumidores têm priorizado alimentos saudáveis.

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